Telemetria começa a influenciar o cálculo do seguro de frota
Griffin Rastreamento2 min de leitura

A Alpha Autos publicou que veículos comerciais conectados no Brasil começam a usar telemetria para além da gestão operacional da frota: os mesmos dados de condução que hoje servem para acompanhar manutenção e consumo passam também a compor o cálculo do prêmio de seguro.
O que muda no cálculo do prêmio
O modelo conhecido como Pay How You Drive usa registros de velocidade, frenagens, acelerações, horários e rotas percorridas para montar o perfil de risco de cada operação. Em vez de partir só de dados cadastrais do condutor e do veículo, a seguradora passa a observar o padrão de condução efetivamente registrado durante o trabalho, e ajustar a proposta a partir disso.
Acelerações bruscas, frenagens fortes e velocidade acima do esperado para o trecho ajudam a diferenciar o risco entre motoristas que dirigem veículos parecidos em rotas parecidas. Para quem administra frota, esse tipo de dado tende a criar um incentivo econômico direto para práticas de direção mais seguras, além do ganho já conhecido em manutenção e combustível.
Um uso a mais para um dado que a frota já produz
Até pouco tempo, os dados que os sistemas conectados registram — localização, uso do veículo, comportamento de condução, condições operacionais — eram direcionados sobretudo à produtividade e à manutenção preventiva. A novidade é esse mesmo fluxo de informação alcançar também serviços financeiros ligados ao veículo, com o crédito para aquisição de frota apontado como a próxima frente, ainda em estágio inicial no mercado brasileiro.
O obstáculo é a cobertura de rede
Nem toda operação consegue transmitir dado de forma contínua. Em rotas de longa distância ligadas a agronegócio, mineração e transporte rodoviário, trechos sem cobertura de rede ainda dificultam o envio constante de informação, o que limita o alcance desse tipo de modelo fora dos grandes centros urbanos.
A tendência, de qualquer forma, é a mesma que já se vê em manutenção e segurança: quanto mais completo o dado que a frota consegue captar sobre como o veículo é usado, mais camadas de decisão — inclusive financeira — passam a depender dele. Quem já usa telemetria para gerir a frota larga na frente também nessa etapa seguinte.

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Fonte: Alpha Autos
