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Sinal fraco nas rodovias eleva custo do rastreamento de frotas
Griffin Rastreamento2 min de leitura

A Frota News publicou que quase metade da malha rodoviária brasileira ainda enfrenta cobertura de rede limitada, um obstáculo direto para quem depende de rastreamento contínuo da frota.
O buraco de sinal que trava o rastreamento
Segundo dados da Anatel citados pela publicação, cerca de 47% das rodovias federais e estaduais têm cobertura 4G ou inferior, e o sinal 5G chega a apenas 12% das vias. Nos Estados Unidos, cerca de 90% das estradas contam com algum tipo de conectividade móvel; no Brasil essa proporção ainda é bem menor, o que penaliza principalmente operações de longa distância, ligadas ao agronegócio e à mineração.
Na prática, quando um caminhão entra numa área sem sinal, o rastreador para de atualizar a posição até reconectar. O trajeto percorrido nesse intervalo só aparece depois, de uma vez, quando o sinal volta. Isso reduz a capacidade de reagir a desvio de rota, roubo de carga ou qualquer emergência no momento em que ela acontece.
O preço da cobertura incompleta
Planos de rastreamento no mercado variam de R$ 39 a R$ 69 por veículo ao mês, e o valor sobe quando a operação exige chip com múltiplas operadoras, equipamento compatível com várias gerações de rede e canal de satélite como reserva. Cobertura instável também pesa no cálculo do seguro: seguradoras tendem a pedir solução mais robusta de monitoramento quando a visibilidade sobre a operação é menor, o que encarece a apólice.
Para reduzir o problema, o setor já combina tecnologias: chip M2M multi-operadora, retorno por SMS quando o envio de dados falha, e rastreador híbrido, que alterna entre rede celular e satélite conforme o trecho. É esse tipo de arquitetura combinada, e não uma tecnologia única, que hoje sustenta o rastreamento em rotas que passam por região sem cobertura.

O que muda a médio prazo
O leilão da faixa de 700 MHz deve levar 4G e 5G a cerca de 6,5 mil quilômetros de rodovias federais nos próximos anos, cobrindo trechos importantes como BR-101, BR-116 e BR-163. Até essa expansão avançar, a saída para quem gerencia frota continua sendo somar redundância: quanto mais formas de manter o veículo conectado, menor o intervalo de tempo em que ele fica fora do radar.

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Fonte: Frota News
