Radar Griffin /Gestão de Frotas
Reforma tributária redesenha o contrato de frota alugada
Griffin Rastreamento2 min de leitura

A AIAFA Brasil reuniu gestores de frota no Congresso AIAFA 2026, realizado em São Paulo, para discutir os efeitos da reforma tributária sobre contratos de locação de veículos e as tendências que devem orientar a gestão de frotas nos próximos anos.
Crédito tributário vira ponto de atenção
Uma das mesas do evento tratou das novas regras para apropriação de créditos tributários e dos reflexos que elas podem ter em contratos de locação. O período de transição do novo modelo tributário se estende até 2033, e especialistas alertaram que créditos não recuperados por um fornecedor podem se transformar em custo direto para quem contrata a frota. Isso muda a forma de negociar contrato de locação: acompanhar a regularidade fiscal do fornecedor deixa de ser detalhe administrativo e passa a integrar a análise de risco financeiro da operação.
Automação para equipes enxutas
Outro tema central foi a eficiência operacional. Um dos casos apresentados mostrou como a automação de processos permitiu administrar uma frota em expansão com uma equipe reduzida, integrando pessoas, processos e tecnologia desde a etapa de cotação até a implantação dos veículos. A estruturação do onboarding, desde o primeiro contato com o fornecedor, apareceu como fator que evita atrasos e retrabalho quando a frota cresce rápido.
Inteligência artificial no comportamento do motorista
O uso de inteligência artificial para identificar condutas de risco também esteve em pauta. Em um dos casos discutidos, uma frota do setor de mineração registrou queda superior a 26% em eventos de fadiga depois de adotar monitoramento com IA sobre o comportamento do motorista, resultado que reforça a tendência de usar dados de bordo para antecipar risco, e não apenas registrar o acidente depois que ele acontece.
Desmobilização planejada preserva valor
Por fim, o congresso tratou da desmobilização de frotas grandes. A recomendação discutida foi escalonar a venda de veículos ao final do contrato, em vez de liberar todo o volume de uma vez, para evitar que a oferta concentrada derrube o preço de revenda e reduza o valor residual da frota.
Os quatro temas têm um ponto em comum: gestão de frota deixou de ser só rotina de manutenção e virou decisão financeira, que passa por tributação, dados e planejamento de longo prazo.

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Fonte: AIAFA Brasil
