Pneu vira nova fonte de dados na telemetria de frota
Griffin Rastreamento2 min de leitura

A Alpha Autos noticiou que uma nova camada de telemetria está sendo apresentada ao setor: usar o pneu como fonte de dado, sem instalar nenhum sensor adicional nele. A tecnologia foi mostrada durante o Frotas Conectadas 2026, em São Paulo, e parte de um princípio simples: o veículo já produz, pelo sistema de freios ABS e pela rede CAN, sinais que bastam para inferir o que está acontecendo na roda.
Como o dado sai do pneu sem sensor no pneu
Em vez de embutir um chip físico dentro de cada pneu, o sistema cruza informações que o veículo já gera durante a condução. A velocidade de rotação de cada roda, lida pelo ABS, combinada com dados da rede CAN, aponta variação de pressão. O desgaste da banda de rodagem passa a ser estimado por software, a partir do comportamento desses mesmos sinais, dispensando um sensor dedicado só para essa função. Por ser uma solução baseada em software, o conjunto pode ganhar novas funções por atualização, sem trocar peça no veículo.
O que esse dado ajuda a enxergar
Segundo o noticiado, a leitura desses sinais permite acompanhar quatro frentes: pressão dos pneus, desgaste da banda de rodagem, distribuição da carga transportada e condições de aderência com o pavimento. Cada uma delas pesa direto no custo por quilômetro e no risco de acidente. Pneu com pressão errada consome mais combustível e desgasta de forma irregular; carga mal distribuída força eixo e suspensão; perda de aderência é fator direto em saída de pista. Reunir essas quatro variáveis numa mesma leitura contínua muda o momento em que o problema aparece: da inspeção manual periódica para o acompanhamento em tempo real.
O que perguntar antes de adotar
Para quem gerencia frota, o ponto prático não é o pneu em si, é onde esse dado vai parar. Vale perguntar se a informação de pressão, desgaste e carga entra na mesma central que já mostra localização e comportamento de condução, ou se fica isolada num aplicativo à parte. Dado de pneu que não conversa com o resto da telemetria vira mais uma tela para checar, não um alerta que chega a tempo do gestor agir.
É essa integração, mais do que a origem do dado, que separa telemetria útil de coleção de números. Na Griffin, é assim que a gestão de frota é pensada: cada sinal que o veículo produz entrando na mesma central, ao lado de rastreamento e videotelemetria, para o alerta chegar antes do problema virar parada ou acidente.

Quer transformar dado de telemetria em decisão?
A Griffin junta rastreamento, videotelemetria e central própria numa só operação: do dado bruto ao alerta que evita o acidente.
Fonte: Alpha Autos
