Frota de caminhões mais velha ajuda a explicar alta de 4,7% nos acidentes em rodovias federais
Griffin Rastreamento2 min de leitura

A Transporte Moderno publicou um levantamento da Confederação Nacional das Seguradoras, com base em dados da Confederação Nacional do Transporte, que aponta alta de 4,7% nos acidentes com caminhões nas rodovias federais brasileiras. Foram 7.787 ocorrências nos cinco primeiros meses de 2026, ante 7.439 no mesmo período de 2025.
Uma frota que envelhece mais rápido do que se renova
O levantamento associa parte do aumento ao envelhecimento da frota de cargas. Cerca de 500 mil caminhões com mais de 25 anos ainda circulam pelo país, enquanto os emplacamentos de veículos novos acumulam queda de 4,76% no ano, segundo dados da Fenabrave. Veículos mais antigos tendem a não contar com os mesmos recursos de segurança dos modelos recentes, como sistemas avançados de frenagem e monitoramento, além de exigir manutenção mais frequente.
Onde o risco pesa mais

O Sudeste concentra o maior número absoluto de acidentes, com 2.339 ocorrências, reflexo do volume de veículos pesados nos principais corredores de carga do país. Já o Norte teve o maior crescimento proporcional: os acidentes saltaram de 462 para 545, alta de 17,97%. A gravidade também varia entre regiões. No Amazonas, a taxa chega a 37,7 mortes a cada 100 acidentes com vítimas envolvendo caminhões, a mais alta do país, seguida por Pará e Roraima. Em estados do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, essa taxa fica abaixo de 7 mortes a cada 100 acidentes.
O que os dados de bordo têm a ver com isso
O próprio levantamento aponta a lacuna de monitoramento como um dos fatores por trás do risco maior em veículos antigos: sem sensores e sistemas de bordo que avisem sobre frenagem brusca, fadiga do motorista ou falha mecânica em formação, o gestor só descobre o problema depois que ele já virou acidente. É exatamente essa lacuna que telemetria e videotelemetria vêm para fechar, mesmo em caminhões que não nasceram equipados com tecnologia embarcada: dá para instrumentar um veículo de qualquer idade e passar a acompanhar padrão de condução, alertas de risco e sinais de desgaste em tempo real, antes que a estrada cobre a conta. Quem quer esse nível de visibilidade sobre a própria frota, independentemente de ela ser nova ou não, pode contar com a Griffin Rastreamento.

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Fonte: Transporte Moderno
