Como o motorista dirige explica mais acidente que quanto ele roda
Griffin Rastreamento2 min de leitura

A Mecânica Online publicou um estudo de telemetria que reforça um ponto que gestor de frota já desconfiava: o risco de acidente grave está muito mais ligado a como o motorista dirige do que a quanto ele roda por mês.
650 milhões de quilômetros sob a lupa
O levantamento analisou 650 milhões de quilômetros rodados por frotas corporativas brasileiras, cobrindo mais de mil operações monitoradas por sensores embarcados. É volume suficiente para separar padrão real de coincidência, que é justamente o que falta na maioria das conversas sobre segurança de frota.
O achado central: em mais de 80% das frotas analisadas, pelo menos um veículo ultrapassou 140 km/h em algum momento, e esse excesso de velocidade aparece diretamente associado às colisões mais severas em rodovia.
Chamou atenção também que operações menores concentram, proporcionalmente, mais eventos críticos que frotas grandes. Frota pequena costuma achar que conhece os motoristas de perto o bastante para dispensar monitoramento, e o dado diz o contrário: tamanho de operação não substitui acompanhamento constante.

Nota por condutor, não média da frota
A forma de colocar esse dado em prática, e que aparece em programas de segurança de frota já em uso no Brasil, é dar a cada condutor uma pontuação, normalmente de 0 a 100, calculada a partir de aceleração, frenagem, curva e velocidade.
A diferença em relação ao relatório tradicional é que a nota é por pessoa, e não média da frota. Média de frota esconde o caso extremo: cinco motoristas exemplares e um que passa dos 140 km/h dão uma média excelente e um sinistro por ano. Em setores como energia e telecomunicações, operações que adotaram esse tipo de pontuação relatam queda nos eventos de velocidade extrema e nos custos ligados a eles, abastecimento, manutenção e sinistro.
O que isso muda na rotina de gestão
O recado prático é simples: relatório de quilometragem rodada, sozinho, não aponta risco. O que aponta é cruzar velocidade, frenagem e aceleração por condutor, e agir sobre quem repete o comportamento, não sobre quem roda mais.
E agir significa conversar antes, não punir depois. O dado serve para o gestor chamar o motorista enquanto o padrão ainda é padrão, antes de virar ocorrência.
Não é o dado bruto que reduz acidente e custo, é o alerta que chega a tempo. Essa tecnologia está disponível e não é exclusividade de frota grande: na Griffin ela entra na gestão de frota com telemetria contínua e central própria de monitoramento acompanhando o que o painel mostra.

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A Griffin junta rastreamento, videotelemetria e central própria numa só operação: do dado bruto ao alerta que evita o acidente.
Fonte: Mecânica Online
