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Quanto o calor custa em autonomia de bateria elétrica, em número

Griffin Rastreamento2 min de leitura

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Van elétrica de entrega estacionada num eletroposto durante um dia de calor forte, carregador conectado, sensação de rodovia e operação comercial, sem marca ou logotipo visível.

A Mecânica Online publicou uma análise sobre o efeito do calor na autonomia de veículos elétricos, com números que ajudam a colocar em perspectiva o que o Radar já vinha tratando em 21 de agosto sobre a necessidade de acompanhar bateria em tempo real na frota elétrica. A diferença agora é o tamanho do número: dado de telemetria mostra que a perda pode passar de 30% num dia de calor extremo.

O tamanho real da perda

Pesquisa da American Automobile Association aponta perda de autonomia entre 8,5% e 17% em temperaturas próximas de 35°C. Já levantamento feito a partir de dado de telemetria de milhares de veículos elétricos em operação mostra que essa perda pode chegar a 31% em dias de calor extremo, um patamar bem acima da média. Ainda assim, o impacto do calor segue menor que o do frio rigoroso, onde o sistema de aquecimento da cabine consome mais energia que o de resfriamento da bateria.

Onde a energia vai

O motivo da perda está em duas frentes que rodam ao mesmo tempo. O ar-condicionado da cabine consome energia para manter o motorista confortável, e o circuito de arrefecimento da bateria aciona compressores para manter as células na faixa de temperatura ideal, entre 20°C e 30°C. Acima disso, o sistema passa a gastar energia da própria bateria só para se proteger, energia que deixaria de ir para a tração.

A recarga rápida é o ponto mais sensível

O momento mais crítico não é rodar no calor, é recarregar rápido depois de rodar no calor. Quando o pacote de baterias chega quente a um carregador de corrente contínua, o sistema aciona um mecanismo de proteção térmica que reduz a velocidade de carga para evitar dano às células, o que estende o tempo parado no eletroposto.

O que isso muda para quem opera frota elétrica

Para frota de entrega ou de serviço que já rodou elétrico ao longo do ano, esse tipo de dado é insumo direto de planejamento: rota que inclui recarga rápida no meio do trajeto rende mais previsibilidade quando leva em conta o horário mais quente do dia, e não só a distância entre postos. É o tipo de decisão que só é possível quando a operação já acompanha, veículo por veículo, o que a telemetria está registrando. A Griffin trabalha rastreamento e telemetria de frota numa operação só, com o dado de cada veículo centralizado num único painel.

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Fonte: Mecânica Online